Bionorte

A Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal foi criada pelo MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação por meio da portaria nº 901/2008, com a proposta de integrar e gerar conhecimento, processos e produtos que promovam o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, contribuindo assim com a formação de doutores no Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão.

Entre os agentes financiadores estão: MCTI, através do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação e instituições de pesquisas dos respectivos Estados. No Tocantins a Rede é gerida pela Sedecti - Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. Para o desenvolvimento das primeiras pesquisas da Bionorte no Tocantins, foram liberados cerca de R$ 1.600.000,00, sendo R$ 1.202.571,77, provenientes do CNPq eR$ 400.857,26, da Sedecti.

Como primeira ação da Rede, foi lançado o Edital nº 066/2009, que contemplou três linhas de pesquisa: Conhecimento da Biodiversidade Amazônica; Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade e Bioprospecção e Desenvolvimento de Bioprodutos e Bioprocessos. Foram aprovados 19 projetos envolvendo os nove Estados da Amazônia Legal.

 

Parceria Agetec e Sudam

Através da Rede Bionorte, a Agetec em parceria com a Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia estão investindo R$ 630.000 destinados ao Programa de doutorado da Bionorte no Tocantins.

O programa prevê o custeio para participação em aulas de pós-graduação nas melhores universidades do País. O dinheiro também vai financiar cursos de atualização de alto nível; realização de estágios de curta duração em laboratórios de excelência no País; participação em congressos e reuniões científicas, técnicas, e dos Colegiados da Rede.

Outra ação do programa é a divulgação das pesquisas e projetos através de encontro científico; transferência das tecnologias geradas através da produção de cartilhas de boas práticas de produção e ou novos produtos; e também a aquisição de equipamentos multiusuários de grande porte para dar suporte às teses que serão desenvolvidas.

Saiba mais sobre a Bionorte.

 

PESQUISADORES DO TOCANTINS  


Controle Biológico de Formigas Cortadeiras 

No Tocantins foi contemplado o doutor Marcos Antônio Lima Bragança, que coordena os trabalhos sobre Biodiversidade de Forídeos Parasitoides e Sua Utilização no Controle Biológico de Formigas Cortadeiras Pragas. O estudo trabalha com a identificação e estudo das moscas denominadas Forídeos Parasitóides que podem ser utilizadas no controle biológico de formigas cortadeiras, comumente encontradas no Brasil e que podem tornar-se pragas, principalmente em áreas de plantios de florestas. 

 

Preservação de Recursos Hidrícos 

A outra pesquisa aprovada foi da doutora Paula Benevides de Morais, que aborda a Diversidade e Atividades Enzimáticas Microbianas Envolvidas na Decomposição de Detritos Vegetais de Origem Alóctone em Riachos em Micro Bacias do Norte do Brasil. Segundo a pesquisadora, os microrganismos são uma importante fonte de recursos genéticos para o avanço biotecnológico. Entender a diversidade desses organismos assim como as interações entre eles é essencial para prever os efeitos de impactos antropogênicos sobre nossos recursos hídricos.